Ir para conteúdo

Força-tarefa

Equipes do Ministério Público e da Polícia Militar levam prefeito de Paulínia, primeira-dama, secretários, assessores e vereador para depoimento em Campinas

 

9 nov 2017 – 8h15 (Atualizado 9 nov 2017 – 17h51)

O prefeito de Paulínia, Dixon Carvalho (PP), a primeira-dama Tatiana Castro, secretários municipais, assessores e vereador foram levados por agentes do Ministério Público e da Polícia Militar para prestarem depoimento na Cidade Judiciária, em Campinas. A “Operação Purgamentum” apura fraudes em contratos públicos de coleta de lixo e teve início por volta das 6h desta quinta-feira, dia 9.

nnAs investigações são sobre contratos de coleta de lixo em cidades do estado de Minas Gerais e Interior Paulista. Na região, além de Paulínia, a força-tarefa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público, e do Batalhão de Ações Especiais de Polícia Militar (Baep) também foi deflagrada nas cidades vizinhas de Sumaré e Campinas.

dixon
POLÍTICA | Prefeito Dixon Carvalho (PP) levado para depoimento coercitivo / Foto: Divulgação

nnAo todo, policiais e promotores cumpriram 15 mandados de prisão, 44 de busca e de apreensão e 11 de condução coercitiva em 25 lugares diferentes nas prefeituras de Paulínia e Sumaré; nas residências dos investigados; na Câmara de Vereadores de Paulínia; na empresa Filadélfia, concessionária do serviço de coleta de lixo e de limpeza pública em Paulínia; na região de Ribeirão Preto; e em cidades no estado de Minas Gerais. A operação começou às 6h e contou com a participação de 106 policiais e 28 viaturas.

nnDixon foi um dos 11 levados por condução coercitiva na região, além de parentes dele; seu genro; dos secretários de Obras e Serviços de Paulínia, Valdir Terrazan, e de Chefia de Gabinete do Prefeito, Reginaldo Vieira; bem como o vereador Zé Coco (PV). O vereador Edilsinho (PSDB) teve o gabinete alvo de busca e apreensão. A Polícia Militar informou que foram apreendidos R$ 26 mil em dinheiro na casa do prefeito.

nnSegundo o Ministério Público, a força-tarefa prendeu dois empresários em Paulínia, representantes da Filadélfia Locação e Construção, que integra o consórcio de coleta e limpeza urbana na cidade: Carlos Henrique de Oliveira e Diego Soares Rodrigues da Silva. Os investigados e o material apreendido foram encaminhados para a Cidade Judiciária, em Campinas. Funcionários públicos de Paulínia foram dispensados do serviço nesta quinta-feira (9).

nnAs investigações tiveram início na 7ª Promotoria de Justiça de Passos (MG) e se concentram na apuração de ilícitos de fraudes em licitação, peculato, entre outros. Em São Paulo a operação também atingiu Ribeirão Preto, Batatais, Monte Alto, Patrocínio Paulista e Barretos. Pela manhã, o Gaeco de Ribeirão, em nota, informou apenas que “foram detectadas suspeitas de irregularidades em serviços de coleta urbana”. Confira fotos da operação em Paulínia.

Este slideshow necessita de JavaScript.

nnO ex-prefeito de Passos (MG), Ataíde Vilela (PSDB), foi preso na manhã desta quinta-feira (10) também durante a “Operação Purgamentum” do Ministério Público na cidade mineira que investiga fraudes em contratos de prefeituras com empresas de serviço de limpeza e coleta de lixo nos estados de Minas e São Paulo.

nnA Justiça de Minas Gerais ainda determinou nesta quinta-feira (9) o bloqueio de R$ 11,6 milhões da Seleta Tecnologia Ambiental, com sede em Ribeirão Preto, e da Filadélfia Locação e Construção, de Monte Alto, por suspeita de fraude em licitações de coleta de lixo e limpeza urbana.

prefeitura
POLÍTICA | Movimentação no estacionamento do Paço Municipal, em Paulínia / Foto: Divulgação

nnAs duas empresas têm contratos com prefeituras paulistas e mineiras. A Filadélfia é concessionária junto com outras duas empresas no serviço de coleta e limpeza urbana em Paulínia. Dois de seus representantes foram presos na “Operação Purgamentum” na cidade. Um outro funcionário dela foi detido no Guarajá. O dono da Seleta, Jorge Saquy Neto, igualmente foi um dos 15 presos por suspeita de envolvimento no esquema.

nnDe acordo com o Gaeco de Ribeirão Preto, as investigações duraram cinco meses. Começaram em Minas, passaram por Ribeirão e chegaram à região. A Seleta, a Filadélfia e outras empresas são suspeitas de combinar os resultados de licitações municipais para obterem os contratos. Os R$ 11,6 milhões seriam, em uma análise preliminar, o valor de todos os contratos fraudados para as empresas Seleta e Filadélfia, segundo promotores.

camara
POLÍTICA | Viaturas da Polícia Militar em frente da Câmara de Vereadores / Foto: Divulgação

nnO Gaeco de Ribeirão informou que não há suspeita de envolvimento de servidores públicos nas fraudes. Para os promotores, as prefeituras eram enganadas pelas empresas de coleta de lixo. Elas simulavam uma disputa para enganar o pregoeiro da licitação sem envolver agentes públicos, o que seria um conluio apenas entre empresas, próximo do que se chama de cartel, avaliou o órgão.

nnEntretanto, a Procuradoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo apura se supostas fraudes em contrato para coleta de lixo de Paulínia beneficiaram Dixon e a família dele. De acordo com a Procuradoria, o prefeito ficou em silêncio durante o depoimento e informou que apenas iria se pronunciar depois que tomasse conhecimento do conteúdo das investigações. Agora as informações recolhidas na força-tarefa serão cruzadas para determinar a participação de cada um dos suspeitos no esquema.

Dixon

nnEm nota, a Câmara de Paulínia informou “que esteve à disposição do MP durante operação realizada nesta quinta-feira, 9, e continuará no decorrer do processo, como sempre fez quando necessário”. A Prefeitura de Sumaré esclareceu que nenhum “agente da Administração municipal tem relação com essa diligência” e está prestando as informações necessárias “para colaborar com a demanda.”

nnPor meio de sua assessoria, Dixon informou, por volta das 14h30, que ele, a primeira-dama e os secretários de Obras e de Chefia de Gabinete do Prefeito, pela manhã, “colaboraram com uma ação de busca e apreensão realizada pelo Baep e Gaeco”.

nnSegundo a nota, todos prestaram depoimento na sede do Ministério Público, em Campinas, e foram liberados. Dixon destacou que desde às 13h está em seu gabinete, “cumprindo sua agenda normalmente e despachando com seus secretários”.

nnDixon ressaltou que está tranquilo quanto às ações do seu governo e ressalta que irá colaborar com as investigações das autoridades para que tudo seja esclarecido. O expediente ao público será normalizado nesta sexta-feira (10).

Clique aqui para ver mais notícias de Paulínia

Ver tudo

Site de notícias criado para divulgar fatos jornalísticos da cidade de Paulínia.

Um comentário em “Força-tarefa Deixe um comentário

  1. Pingback: Volta ao trabalho

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.