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Fraude bilionária

Polícia Federal faz operação para apurar desvio bilionário no País; investigações começaram em 2016 em distribuidora de combustíveis de Paulínia

 

nnA Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, dia 15, em Campinas, uma operação em três estados mais o distrito federal que investiga mais uma fraude bilionária no País. Tudo começou em Paulínia, em 2016, quando a Receita Federal identificou sonegação fiscal em uma distribuidora de combustíveis.

nnA operação Rosa dos Ventos investiga sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro de empresas do setor de distribuição de combustíveis de R$ 3 bilhões. Às 6h, policiais da PF e técnicos da Receita Federal foram a um prédio de escritórios na Avenida Norte-Sul, em Campinas, cumprindo mandados de busca, apreensão e de prisões.

PF
POLÍCIA | Policiais federais durante operação contra crimes no Brasil / Foto: Divulgação

nnA PF informou que os crimes cometidos pelos investigados são de ordem tributária, lavagem de dinheiro, falsificação de títulos públicos e negociações envolvendo pedras preciosas, impostos sonegados e multas não pagas. Um dos presos seria o chefe do esquema, dono de uma distribuidora de combustíveis. Os nomes ainda não foram revelados.

nnSegundo a Polícia Federal, no total operação Rosa dos Ventos cumpre 36 mandados de busca e apreensão e 24 mandados de prisão temporária. Os documentos foram expedidos pela 9ª Vara Federal de Campinas para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e no Distrito Federal.

Fachadas

nnNo edifício da Norte-Sul funcionam empresas de fachada e um escritório de advocacia alvos da operação. Diversos mandados estão sendo cumpridos em outros pontos de Campinas e mais cidades da região.

nnO inquérito policial foi instaurado em abril de 2016, após fiscalização da Receita Federal do Brasil constatar sonegação fiscal em uma distribuidora de combustíveis de Paulínia. Ao longo da investigação, a PF apurou que distribuidoras de combustíveis eram registradas em nome de sócios-laranja e que não recolhiam os tributos que incidem sob a atividade. Com margens de lucro maiores e preços menores, empresas legítimas concorrentes foram obrigadas a fechar devido à concorrência desleal.

Títulos

nnAo mesmo tempo, há provas de que os investigados falsificavam títulos da dívida pública da União. Os papéis eram usados para aumentar o capital social das empresas e obter financiamentos. Apenas um dos títulos falsificados representaria uma dívida de R$ 32 bilhões para resgate em maio de 2003.

nnA investigação aponta que foram criadas dezenas de empresas, todas colocadas em nome de laranjas para ocultar os verdadeiros proprietários, cujo patrimônio pessoal era protegido por meio de empresas offshore localizadas em paraísos fiscais e por meio de empresas de participação abertas em nome de seus filhos.

Cana

nnNo curso das investigações também foram produzidas provas de evasão de divisas, fraudes envolvendo pedras preciosas e fraudes à execução processual para frustrar direito de terceiros, sobretudo o fisco. Um lote de pedras preciosas que os membros da organização criminosa dizem lhes pertencer estava sendo negociado por US$ 650 milhões.

nnOs investigados responderão pelos crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, crimes de mineração, evasão de divisas e falsificação de papéis públicos, com penas de seis meses a 10 anos de prisão e multa.

 

Última alteração em 15 de agosto de 2017 às 11h03

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